Cortaram as asas de um a mais.


Eis como és;
O ser de asas em brasas,
Mistura de anjo e demônio,
Razão e emoção,
Atitude e precaução,
Sentido e coração.

Eis como veio ao mundo;
Imundo, sem rumo,
Com o prumo girando
Feito a bola azul que gira
Em translação e rotação.
Sem aparente arranhão,
Mas com o coração em total decomposição.

Eis como formou o muro;
Sempre inapto para as funções sociais,
Acostumou-se com hábitos coloquiais,
Rezou diante dos tronos das igrejas universais,
Mas não adiantou,
Morreu aos poucos nas esquinas espirais,
E antes de partir para o sono derradeiro
Entendeu que nada, simplesmente nada!
Lhe adiantaria mais.

BrunoricO.

1 comentários:

Aline A. disse...

tão encantador com essas escritas reflexivas!

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