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Parábola taoísta pt.2 - O monge e o escorpião.






Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.
Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido a dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
-Ele agiu conforme a sua natureza e eu de acordo com a minha natureza.

Parábola taoísta pt.1 - Viver como as flores


Hoje darei início a exposição de algumas parábolas taoístas que gosto muito, me ajudam a refletir bastante, e já me ajudaram de inspiração para muitas poesias. O mundo precisa refletir mais, muito mais. Vamos dar um tempo para nós mesmos.
E nunca se esqueça: Sabedoria vale mais do que inteligência.


Viver como as flores.  

Um dia um discípulo perguntou a seu mestre:
-Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

-Pois viva como as flores! Advertiu o mestre.

-Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.

-Repare nestas flores - continuou o mestre apontando os lírios que cresciam no jardim. - Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.

-E como eu aplico isto, Mestre?-curioso perguntou o discípulo

-É justo angustiar-se com as próprias culpas, - prosseguiu o mestre- mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, portanto, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.