A primeira gota.



 
Ah, como eu venero os dias nublados,
Que possuem uma beleza peculiar
A cada ser diáfano que sabe apreciar tal nuance
Como ninguém,
A ponto de achar poético
O simples impacto da primeira gota que cai do céu.

A primeira gota:
Transborda vida.

A vida:
Anda seca.

Vidas secas = corações áridos,
Que não servem para absolutamente nada!

É preciso apreciar o sussurro da garoa caindo na surdina.
Parece que nada está sendo dito,
Mas observe o chão,
Ele está molhado,
É água, e água é vida.
Pois então,
Estamos vivos!

Nós somos a primeira gota de um transbordamento
De dois seres que já não cabiam mais em si.
Sejamos então,
A primeira esperança do dia,
O primeiro sorriso matinal na frente do espelho.
Sejamos o que não encontramos no alheio,
Sejamos a mudança que vem do nosso anseio.
O arriscar sem receio,
O falar, sem rodeio.
E o principal:
A primeira gota de um amor que ainda não veio.

Bruno Rico.

1 comentários:

Laisa Ferreira disse...

bom estar aqui.
volto.

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